ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES OFÍDICOS NO ESTADO DA PARAÍBA, NORDESTE DO BRASIL, DE 2010 A 2024
DOI:
https://doi.org/10.20438/ecs.v13i1.768Palavras-chave:
Epidemiologia, Saúde Pública, Picada de SerpenteResumo
Os acidentes por picada de serpentes representam um importante problema de saúde pública no Brasil, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. O presente estudo teve como objetivo determinar as características epidemiológicas dos acidentes ofídicos no estado da Paraíba, Nordeste do Brasil, entre 2010 e 2024. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo realizado por meio de pesquisa retrospectiva de dados secundários disponibilizados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde e complementados com informações populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período analisado, 4.447 ocorrências foram identificadas em 96 municípios, com maior concentração em Campina Grande, Patos e João Pessoa. Os registros ocorreram ao longo de todos os meses do ano, com predominância entre fevereiro e agosto. Homens com idade entre 20 e 59 anos foram os mais acometidos. A região anatômica mais atingida foram os membros inferiores e a maioria dos agravos que recebeu cuidado médico até 3 horas após o incidente, manifestou severidade leve e evoluiu para cura. Bothrops foi o gênero de serpente mais frequentemente envolvido nos acidentes. Os achados evidenciam a necessidade de manter estratégias eficazes de vigilância e prevenção.