ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES OFÍDICOS NO ESTADO DA PARAÍBA, NORDESTE DO BRASIL, DE 2010 A 2024

Autores

  • Stephany Kennedy Martins Xavier Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
  • Paloma Luana da Silva Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
  • Gardoela Romeika Medeiros do Nascimento Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
  • Jorge Alves de Sousa Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) https://orcid.org/0000-0002-7951-9416
  • Renner de Souza Leite Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) https://orcid.org/0000-0003-0052-3840

DOI:

https://doi.org/10.20438/ecs.v13i1.768

Palavras-chave:

Epidemiologia, Saúde Pública, Picada de Serpente

Resumo

Os acidentes por picada de serpentes representam um importante problema de saúde pública no Brasil, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. O presente estudo teve como objetivo determinar as características epidemiológicas dos acidentes ofídicos no estado da Paraíba, Nordeste do Brasil, entre 2010 e 2024. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo realizado por meio de pesquisa retrospectiva de dados secundários disponibilizados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde e complementados com informações populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período analisado, 4.447 ocorrências foram identificadas em 96 municípios, com maior concentração em Campina Grande, Patos e João Pessoa. Os registros ocorreram ao longo de todos os meses do ano, com predominância entre fevereiro e agosto. Homens com idade entre 20 e 59 anos foram os mais acometidos. A região anatômica mais atingida foram os membros inferiores e a maioria  dos  agravos que recebeu cuidado médico até 3 horas após o incidente, manifestou severidade leve e  evoluiu  para  cura. Bothrops foi o gênero de serpente mais frequentemente envolvido nos acidentes. Os achados evidenciam a necessidade de manter estratégias eficazes de vigilância e prevenção.

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Publicado

23-04-2026