DIFICULDADES PARA O RASTREAMENTO DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

Autores

  • Cinthya de Araújo Souto Discente do Curso de Medicina do Centro Universitário de Patos - UNIFIP. Patos, Paraíba.
  • Fábio Araújo de Lacerda Discente do Curso de Medicina do Centro Universitário de Patos - UNIFIP. Patos, Paraíba.
  • Dávyla Soares da Costa Discente do Curso de Medicina do Centro Universitário de Patos - UNIFIP. Patos, Paraíba.
  • Emanoela Vieira de Souza Discente do Curso de Medicina do Centro Universitário de Patos - UNIFIP. Patos, Paraíba.
  • Anna Luíza Albuquerque Lira Discente do Curso de Medicina do Centro Universitário de Patos - UNIFIP. Patos, Paraíba.
  • Milena Nunes Alves de Sousa Centro Universitário de Patos, Patos-PB http://orcid.org/0000-0001-8327-9147

DOI:

https://doi.org/10.20438/ecs.v13i1.684

Palavras-chave:

Cuidados de Saúde Primários, Câncer de Colo Uterino, Triagem.

Resumo

O rastreamento de doenças permite identificar precocemente problemas de saúde antes que os sintomas se manifestem. No caso do câncer de colo de útero (CCU), a ausência de sintomas iniciais torna o rastreamento essencial, possibilitando o diagnóstico precoce e reduzindo o risco de complicações. Objetivou-se analisar as dificuldades no rastreamento do CCU na Atenção Primária à Saúde. Adotou-se o método de revisão integrativa, incluindo-se estudos dos últimos 20 anos, em português, inglês e espanhol, excluídos artigos duplicados ou indisponíveis na íntegra. Pesquisa realizada nas bases de dados National Library of Medicine, Biblioteca Virtual em Saúde e Scientific Electronic Library Online, utilizando os descritores em inglês: "Mass Screening", "Uterine Cervical Neoplasms" e "Primary Health Care". Após a aplicação dos filtros, 15 publicações foram consideradas relevantes. Os achados indicaram as seguintes dificuldades principais: fatores socioeconômicos (31,25%), resistência ao exame devido ao desconforto (25,0%) e falta de recursos, de infraestrutura adequada, de profissionais capacitados e de atributos socioculturais (18,75% cada). Também foram identificados desafios recorrentes, como a cobertura insuficiente e a baixa adesão ao rastreamento, decorrentes da educação convencional e da falta de programas preventivos. Apesar dos avanços, barreiras significativas ainda limitam a eficácia do rastreamento precoce, especialmente em contextos de vulnerabilidade.

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Publicado

23-04-2026