COINFECÇÕES FÚNGICAS EM PACIENTES ADMITIDOS COM COVID-19 EM HOSPITAIS BRASILEIROS

Autores

  • José Lucas Silva Santos Universidade Federal de Campina Grande
  • Sebastiao Rair Liberato de Sousa Universidade Federal de Campina Grande
  • Egberto Santos Carmo Universidade Federal de Campina Grande

DOI:

https://doi.org/10.20438/ecs.v13i1.754

Palavras-chave:

Coronavírus, Candida, coinfecção

Resumo

O presente estudo teve como objetivo caracterizar o perfil das coinfecções fúngicas diagnosticadas em pacientes com COVID-19 em hospitais brasileiros. Para tanto, foi realizada uma revisão integrativa de literatura nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO), ScienceDirect, Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), PubMed, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Periódicos CAPES. Foram incluídos artigos publicados em português e em inglês, desde o início da pandemia até outubro de 2022. Das 99 publicações identificadas, 17 atenderam aos critérios de inclusão e compuseram a análise final. Dentre os 196 casos de coinfecções, destacaram-se as causadas por Candida spp. (163, seguidos de aspergilose (11) e histoplasmose (11). Fatores de risco comuns entre os pacientes incluíram doenças pré-existentes, imunossupressão e uso de corticosteroides. Fluconazol, voriconazol, anfotericina B e micafungina foram os antifúngicos mais frequentemente citados para tratamento. As coinfecções contribuíram para piores desfechos clínicos e maior mortalidade, associadas a diagnósticos tardios, falta de protocolos terapêuticos padronizados e escassez de estudos clínicos robustos, ocasionando condutas divergentes entre profissionais e instituições.

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Publicado

06-04-2026